Tribunal Mundial sobre o Iraque - AP (Almada)
abril 2005
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abril 01, 2005


Próxima sessão


Dia 8 de Abril, pelas 21 Horas


 


na Biblioteca Municipal de Setúbal


vai realizar-se uma


sessão de esclarecimento sobre


a Audiência Portuguesa do TMI


em colaboração com a URAP de Setúbal.


 


Serão oradores:


Miguel Urbano Rodrigues pela URAP,


José Mário Branco


e


Manuel Raposo pela AP-TMI.



Publicado por tmi-ap-a em 12:01 AM | Comentar (0)

março 31, 2005


Contra a guerra no Iraque


Intervenção da representante [deputada] Cynthia McKinney, num comício contra a guerra em Chicago, a 19 de Março de 2005.


 


Destruir o Iraque não é suficiente para Bush


Uma guerra imoral e ilegal


Rep. CYNTHIA McKINNEY


Chicago, 19 de Março de 2005


 


Há dois anos, reunimo-nos por toda a América para dizer não à Guerra. Juntou-se a nós gente de todo o planeta que sabe que existe uma alternativa à guerra.


Mas a guerra é, na prática, a única opção disponível quando a verdadeira motivação é roubar as riquezas que pertencem a outrém.


Ou baralhar e tornar a dar no Médio Oriente com uma nova geração de golpes e assassinatos, depois dos que os EUA fizeram para derrubar o governo eleito da Síria em 1949, para derrubar o governo eleito do Irão em 1953, para mandar os Marines para o Líbano em 1958, ou, em 1963, para apoiar um golpe no Iraque depois de ter falhado uma tentativa de assassinato do seu líder.


O militarismo que vemos hoje não é nada de novo.


Apesar de já 14 países terem retirado as suas tropas desde Março de 2003, Bush diz ao povo americano que não sabe para quando os soldados dos EUA podem esperar um regresso a casa.


Infelizmente, muitos deles têm sido forçados a assumir pessoalmente a resolução desse problema. Com declarações ao abrigo do estatuto da objecção de consciência, com gravidezes provocadas, desaparecimentos, buscas de asilo no Canadá, e participações em comícios como este, hoje, por toda a América.


Ao povo americano, e aos seus filhos que lá estão a combater, ainda não foi


dita a verdadeira razão desta guerra dos EUA contra o povo iraquiano.


E contra o povo dos EUA se pôs em movimento esta máquina de guerra.


Milhares de iraquianos, particularmente crianças, foram mortos pelas nossas sanções e pelas nossas bombas.


É uma guerra imoral e ilegal e é preciso trazermos as nossas tropas de volta, já.


Em vez disso, eles preparam o terreno para uma extensão da guerra, com a desestabilização do Líbano, da Síria e do Irão.


Não lhes basta destruir o Iraque.


Nem lhes bastam os milhões de homens e mulheres alistados nas nossas forças armadas.


A máquina de guerra de George Bush precisa de ti também. E dos nossos filhos.


Para onde quer que nos viremos, o Pentágono nega precisar de alistamentos, ao mesmo tempo que se lamenta que os alistamentos estão a diminuir.


Cada vez mais serão utilizados mercenários para combater nas guerras deles à custa dos nossos impostos..


A admissão de novos recrutas só serve para alimentar a máquina de guerra.


O que é preciso é corrermos com os recrutadores para for a das nossas faculdades, eles têm de parar de assediar os nossos filhos, e o bilião de dólares que gastam em manhosos anúncios nas rádios e televisões e em acolhedoras repartições de bairro, devia ser aplicado no orçamento da educação para que os nossos filhos possam ir para a faculdade sem terem de ir primeiro para a guerra.


Dizem-nos que estamos em guerra pela democracia.


É uma graça de mau gosto; George Bush chegou ao poder contra a democracia deste país negando a possibilidade de votar aos negros e latinos da Flórida.


Chegaram àqueles bons resultados no ano passado com máquinas de voto pirateáveis em que não se pode confiar para contarem os nossos votos.


E em países como o Haiti, onde a democracia começava a vicejar, prenderam o Presidente Aristide na ponta de uma arma e obrigaram-no a deixar o país.


Dão a entender que amam a democracia, mas na realidade desprezam-na.


A democracia, na Venezuela, na Índia, na Espanha, no Brasil, no Chile, na Argentina e no Uruguai, produziu o desejo dos povos de se oporem ao imperialismo, às tentativas de golpes de estado e à desestabilização dos seus países pelos EUA. E temos a boa notícia de que esta resistência se está a espalhar.


Quanto pior se comportam, mais fortes nos tornamos.


E pior se vão eles comportar, pois já lançaram a mira em direcção à Rússia e à China, depois de balcanizarem o Médio Oriente.


Mas há uma coisa que posso garantir, a vós e a eles: não nos enganarão!


Nós sabemos a verdade. E não vamos parar.


Mantenham-se firmes, irmãos e irmãs, pois temos muito que fazer.


 


Artigo conhecido através de: www.uruknet.info/?p=10586


Endereço original do artigo:


www.counterpunch.org/mckinney03222005.html


Tradução para português: TMI-AP (JMB)



Publicado por tmi-ap-a em 11:54 PM | Comentar (0)